Colchetes, também chamados de parênteses retos, são um sinal de pontuação de uso mais restrito do que os parênteses, sendo usados em linguagem científica e técnica, como textos filológicos, linguísticos, matemáticos, didáticos,… São usados:

- Em construções previamente separadas por parênteses.

Exemplos:

  • Existe dois tipos de orações coordenadas: as sindéticas (ligadas através de uma conjunção) e as assindéticas (ligadas através de uma pausa [normalmente simbolizada pela vírgula]).
  • 21 x [36: (6 + 2)]

- Quando uma citação está incompleta, havendo partes da mesma que não foram transcritas.

Exemplos:

  • “ Houve momentos de alegria e de tristeza, havendo também […] experiências inesquecíveis […]”
  • “[…] estaria para sempre esperando por mim.”

- Quando há acréscimo de informação numa citação, bem como quando há acréscimo de comentários em textos, alterando sua forma original.

Exemplos:

  • Como afirmou Descartes: “Penso, logo [eu] existo”.
  • “Agora eu quero contar as [verdadeiras] histórias da beira do cais da Bahia.” (Jorge Amado, Mar Morto, 1936.)
  • Passaremos então a estudar as poesias de Fernando Pessoa [um ilustre poeta português].

- Com a palavra latina sic, em transcrições, para identificar erros no texto original. Além de aparecer entre colchetes, a palavra sic também costuma aparecer em itálico, levemente inclinada para a direita.

Exemplos:

  • “Todos queriam saber se concerto [sic] da televisão era fácil.”
  • "Foi quando el [sic] rei chegou ao Brasil.”

- Nas transcrições fonéticas que aparecem em alguns dicionários, que representam os sons da fala através do alfabeto fonético internacional.

Exemplos:

  • cada [kada]
  • vê [ve]

- Nas referências à etimologia das palavras que aparecem em alguns dicionários.

Exemplos:

  • loja [do fr. loge]
  • alface [do ár. al-hassa(t)]
  • território [do lat. territorium]