Em textos escritos, devem ser escritos por extenso os numerais cardinais até ao dez e os numerais ordinais até ao décimo. Também os numerais cardinais cem e mil devem ser escritos por extenso, bem como os numerais fracionários. Além disso, havendo a necessidade de iniciar uma frase com um número, esse deverá ser escrito por extenso.

Numerais cardinais escritos por extenso

0 - zero
1 - um
2 - dois
3 - três
4 - quatro
5 - cinco
6 - seis
7 - sete
8 - oito
9 - nove
10 - dez
11 - onze
12 - doze
13 - treze
14 - quatorze ou catorze
15- quinze
16 - dezesseis
17 - dezessete
18 - dezoito
19 - dezenove
20 - vinte
30 - trinta
40 - quarenta
50 - cinquenta
60 - sessenta
70 - setenta
80 - oitenta
90 - noventa
100 - cem
200 - duzentos
300 - trezentos
400 - quatrocentos
500 - quinhentos
600 - seiscentos
700 - setecentos
800 - oitocentos
900 - novecentos
1000 - mil
2000 - dois mil
3000 - três mil
4000 - quatro mil
5000 - cinco mil
6000 - seis mil
7000 - sete mil
8000 - oito mil
9000 - nove mil
10 000 - dez mil
100 000 - cem mil
1 000 000 - um milhão
1 000 000 000- um bilhão

Como escrever números por extenso?

A conjunção e deverá ser usada…

Entre centenas, dezenas e unidades:

  • 25 - vinte e cinco
  • 225 - duzentos e vinte e cinco
  • 205 - duzentos e cinco

Entre os milhares e as centenas, quando o número acaba nas centenas:

  • 2400 - dois mil e quatrocentos
  • 6300 - seis mil e trezentos
  • 9100 - nove mil e cem

Nota: Quando o número terminar nas dezenas ou nas unidades, não deverá ser usada a conjunção e entre os milhares e as centenas: 2435 - dois mil quatrocentos e trinta e cinco.

A escrita de um número grande deverá ser feita por classes. Não deverá ser usada nem a conjunção e nem a vírgula para separar as classes. A conjunção e só deverá ser usada para separar os algarismos da mesma classe:

  • 251 364 102 - duzentos e cinquenta e um milhões trezentos e sessenta e quatro mil cento e dois.
  • 5 800 906 012 - cinco bilhões oitocentos milhões novecentos e nove mil e doze.

Nota: Segundo diversos gramáticos nunca deverá ser usada a vírgula na escrita de numerais por extenso.

Exemplos de escrita de números por extenso

7 - sete
37 - trinta e sete
637 - seiscentos e trinta e sete
1637 - mil seiscentos e trinta e sete
61 637 - sessenta e um mil seiscentos e trinta e sete
961 637 - novecentos e sessenta e um mil seiscentos e trinta e sete
5 961 637 - cinco milhões novecentos e sessenta e um mil seiscentos e trinta e sete
25 961 637 - vinte e cinco milhões novecentos e sessenta e um mil seiscentos e trinta e sete
425 961 637 - quatrocentos e vinte e cinco milhões novecentos e sessenta e um mil seiscentos e trinta e sete
8 425 961 637 - oito bilhões quatrocentos e vinte e cinco milhões novecentos e sessenta e um mil seiscentos e trinta e sete

Quando escrever em algarismos?

Em diversas situações devemos privilegiar o uso de algarismos. Devem ser escritos em algarismos os numerais cardinais a partir do 11, bem como os numerais ordinais a partir do 11º.

Além disso, são utilizados algarismos na indicação de:

  • horas;
  • datas;
  • idades;
  • endereços;
  • valores monetários;
  • porcentagens;
  • graus de temperatura;
  • graus de latitudes e longitudes;
  • comprimentos;
  • pesos;
  • capacidades;
  • áreas;
  • volumes;
  • resultados esportivos;
  • resultados de votação.

Leia também: Escrever números por extenso ou em algarismos?

Escrita de números decimais por extenso

A escrita de números decimais causa sempre muitas dúvidas. Na parte decimal de um número, encontram-se os décimos, centésimos e milésimos, ou seja, a unidade dividida em dez, cem ou mil partes iguais.

0,1 - um décimo
0,01 - um centésimo
0,001 - um milésimo

O número decimal deverá ser lido na sua totalidade, sendo evidenciada a sua última casa decimal.

Exemplos de escrita por extenso de números decimais

0,5 - cinco décimos
1,3 - treze décimos
0,24 - vinte e quatro centésimos
1,35 - cento e trinta e cinco centésimos
0,265 - duzentos e sessenta e cinco milésimos
6,852 - seis mil oitocentos e cinquenta e dois milésimos

Flávia Neves
Flávia Neves
Professora de português, revisora e lexicógrafa nascida no Rio de Janeiro e licenciada pela Escola Superior de Educação do Porto, em Portugal (2005). Atua nas áreas da Didática e da Pedagogia.