Os verbos podem ser flexionados em modos verbais e formas nominais.

Modos verbais

O modo verbal indica de que diferentes maneiras os verbos podem ser utilizados, conforme a posição do falante em relação à ação verbal e conforme a significação que se pretende transmitir. 

Existem três modos verbais: indicativo, subjuntivo e imperativo.

Modo indicativo

O modo indicativo é usado para exprimir uma ação certa e real: 

  • Eu aprendi a patinar na praça.
  • Eu vou ao supermercado agora.

Tempos verbais do modo indicativo:
Presente do indicativo; 
Pretérito imperfeito do indicativo; 
Pretérito perfeito do indicativo; 
Pretérito mais-que-perfeito do indicativo;  
Futuro do presente do indicativo; 
Futuro do pretérito do indicativo; 
Pretérito perfeito composto do indicativo;  
Pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo; 
Futuro do presente composto do indicativo; 
Futuro do pretérito composto do indicativo.

Modo subjuntivo

O modo subjuntivo é usado para exprimir uma ação possível, que ainda não foi realizada e que muitas vezes está dependente de outra:

  • E se eu aprendesse a patinar na praça?
  • Você quer que eu vá ao supermercado agora?

Tempos verbais do modo subjuntivo:
Presente do subjuntivo;
Pretérito imperfeito do subjuntivo;
Futuro do subjuntivo;
Pretérito perfeito composto do subjuntivo;
Pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo;
Futuro composto do subjuntivo.

Modo imperativo 

O modo imperativo é usado para exprimir uma ordem, um pedido, uma exortação ou um conselho:

  • Aprende a patinar na praça.
  • Vai ao supermercado agora.

Tempos verbais do modo imperativo:
Imperativo afirmativo;
Imperativo negativo.

Saiba mais sobre os diferentes tempos verbais.

Formas nominais

As formas nominais, quando sozinhas, não estão relacionadas com nenhum tempo e modo verbal. Chamam-se nominais porque podem desempenhar funções exercidas por nomes, como substantivos, adjetivos e advérbios. 

As formas nominais são: o gerúndio, o particípio e o infinitivo.

Gerúndio

O gerúndio é usado para indicar uma ação ainda não terminada, bem como um prolongamento da ação no tempo:

  • Você está ouvindo o que eu estou falando?
  • Ele está estudando há duas horas.

Pode também assumir a função de um advérbio ou de um adjetivo:

  • Esquecendo suas tarefas, ficou em casa descansando.
  • Saindo de casa, escorregou nos degraus.

Exemplos de verbos no gerúndio:
brincando (verbo brincar);
gostando (verbo gostar);
esquecendo (verbo esquecer);
entendendo (verbo entender);
sentindo (verbo sentir);
sorrindo (verbo sorrir).

Particípio

O particípio permite a formação de tempos verbais compostos e transmite a noção da conclusão da ação verbal, ou seja, o estado da ação depois de terminada:

  • Quando cheguei eles já tinham estudado tudo. 
  • Este artigo já foi revisado?

Pode também assumir a função de um adjetivo: 

  • Meu filho é pouco esforçado nos estudos.
  • Eu ando desiludido com essa situação.

Existem particípios regulares (terminados em -ado ou -ido) e particípios irregulares (maioritariamente terminados em -to ou -so).

Exemplos de verbos com particípio regular:
estudado (verbo estudar);
crescido (verbo crescer);
dividido (verbo dividir).

Exemplos de verbos com particípio irregular:
dito (verbo dizer);
posto (verbo pôr);
feito (verbo fazer).

Exemplos de verbos com particípios regulares e irregulares:
aceitado e aceito (verbo aceitar);
entregado e entregue (verbo entregar);
extinguido e extinto (verbo extinguir).

Infinitivo

O infinitivo divide-se em infinitivo impessoal (não flexionado) e infinitivo pessoal (flexionado).

O infinitivo impessoal deverá ser usado: quando não houver um sujeito definido, quando o verbo tiver regência de uma preposição, com sentido imperativo, quando o sujeito da segunda oração for igual, em locuções verbais e com alguns verbos que não formam locução verbal (ver, sentir, mandar,…):

  • Meus irmãos gostam de tocar piano.
  • Eles não conseguiram entender o problema apresentado.

O infinitivo pessoal deverá ser usado: sempre que há um sujeito definido, quando se quiser definir o sujeito, quando o sujeito da segunda oração for diferente e para indicar uma ação recíproca:

  • Esta tarefa é para vocês fazerem.
  • É essencial sabermos isso.

O infinitivo pode assumir também a função de um substantivo:

  • Você ouviu o cantar do galo?
  • Não sei de onde é esse falar.

Exemplos com o infinitivo impessoal:
falar (verbo falar);
ler (verbo ler);
partir (verbo partir).

Exemplo com infinitivo pessoal:
falar, falares, falar, falarmos, falardes, falarem (verbo falar);
ler, leres, ler, lermos, lerdes, lerem (verbo esquecer);
partir, partires, partir, partirmos, partirdes, partirem (verbo partir).