Frequentemente confundidos, é importante identificar a diferença entre o aposto e o vocativo: o aposto estabelece relação sintática com outro termo da oração e o vocativo não estabelece relação sintática com outro termo da oração.

Aposto: Aquela menina, a Helena, ainda não almoçou.
Vocativo: Helena, venha almoçar!

Nos exemplos acima podemos verificar que o aposto a Helena se refere ao substantivo menina, esclarecendo-o. Já o vocativo Helena é um termo independente, que não se relaciona com os outros termos da oração.

Além disso, o aposto pode ou não ser destacado por sinais de pontuação. Já o vocativo deverá aparecer sempre destacado com sinais de pontuação.

Aposto destacado com sinais de pontuação:
D. Pedro, o príncipe regente, declarou que ficava no Brasil.

Aposto não destacado com sinais de pontuação:
O príncipe regente D. Pedro declarou que ficava no Brasil.

Vocativo sempre destacado com sinais de pontuação:
Filho, é importante estudar a história do Brasil!

Aposto

O aposto é um termo acessório da oração que fornece informações sobre outro termo da oração, explicando, esclarecendo, desenvolvendo, detalhando, enumerando, especificando, resumindo ou comparando esse outro termo.

Assim, o aposto pode ser explicativo, enumerativo, especificativo, recapitulativo ou resumidor, distributivo ou comparativo.

Exemplos de aposto

  • Isabel, a filha da Ana e do Renato, nasceu ontem.
  • As professoras novas - Helena e Carla - nasceram em Minas Gerais.
  • Já li vários autores: Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Jorge Amado,...

Veja também: Tipos de aposto 

Vocativo

O vocativo é um termo independente, que não pertence nem ao sujeito, nem ao predicado. É um chamamento, uma invocação ou um apelo usado no discurso direto.

Exemplos de vocativo

  • Bruna, você vai demorar muito?
  • Ouça, querida, o que eu estou dizendo!
  • Ó meninos!

Veja também: Exemplos de vocativos